Comandos de prompt para usares IA como uma ferramenta tua, no teu ritmo.
Escreve o comando no fim da mensagem, depois do teu texto. Os que têm asterisco★ só funcionam bem depois da etapa 2.
A IA quer agradar-te. Se lhe mostras uma ideia, ela encontra qualidades. Estes comandos forçam o contrário.
/CRITICProcura o que está fraco e não te dá o lado bom, que já sabes qual é.
[legenda] /CRITIC
/DEVILAdvogado do diabo: assume a posição oposta e defende-a. Tende a construir uma versão fraca do contrário, fácil de derrubar.
Devia parar de publicar aos domingos. /DEVIL
/STEELMANO contrário do anterior: constrói o argumento contra ti na versão mais forte que existe. Se a tua ideia sobrevive, é sólida.
A IA não substitui criadoras. /STEELMAN
/REDTEAMAssume o papel de quem quer que isto falhe e ataca o ponto mais frágil. O /CRITIC comenta, este ataca.
[página de vendas] /REDTEAM
/PRINCIPLESPrimeiros princípios: separa o que é facto do que é hábito herdado e reconstrói. Antídoto para o «é assim que se faz».
Uma comunidade tem de ter aulas ao vivo? /PRINCIPLES
/FALSIFYDiz-te que evidência provaria que estás errada. Se não existir nenhuma, não tens uma conclusão, tens uma crença.
As alunas preferem aulas curtas. /FALSIFY
/UNKNOWNS★Separa o que ele sabe do que inferiu: dados em falta, o que é palpite. Usa quando a resposta te pareceu boa demais.
[a análise anterior] /UNKNOWNS
/WHYJustifica cada afirmação. Quando tem de justificar tudo, deixa de inventar.
[resposta dele] /WHY
/DEEPPara respostas certas mas superficiais. Pede as causas e o que está abaixo do óbvio.
Porque desistem de aprender IA? /DEEP
/EXPERT★Responde com os critérios de quem faz aquilo há anos, não com a resposta de enciclopédia.
Este plano de lançamento resulta? /EXPERT
Quando um problema volta sempre, é porque estás a tratar o sintoma.
/5WHYSPergunta «porquê» cinco vezes, cada uma sobre a resposta anterior. À terceira já saíste do sintoma.
Poucas alunas acabam o programa. /5WHYS
/ROOTCausa raiz em vez de sintoma, direto ao destino.
[o problema] /ROOT
/CHESTERTONAntes de cortares algo, explica que função aquilo cumpre. Às vezes uma que nem tinhas notado.
Vou acabar com as sessões de dúvidas. /CHESTERTON
/RISKA lista clássica do que pode correr mal. Cumpre, mas dá riscos genéricos.
[o plano] /RISK
/PREMORTEMAssume que já falhou e escreve a autópsia. Porque parte do fracasso como facto, saem razões concretas que uma lista de riscos nunca dá.
Lancei o desafio e foi um flop. /PREMORTEM
/INVERTEm vez de «como faço resultar», responde a «como garantiria que falha». Depois é só evitares tudo o que ele listar.
Quero que cheguem ao fim do programa. /INVERT
/CHANCE★O contrário: o potencial que ainda ninguém viu.
[a ideia] /CHANCE
/DECISIONForça uma escolha única com o motivo, em vez da resposta equilibrada que te deixa na mesma.
[as duas opções] /DECISION
/COMPAREOpções lado a lado com prós e contras. Usa antes do /DECISION.
[opção A e B] /COMPARE
/ALT3Três caminhos genuinamente diferentes, não três versões do mesmo. A melhor costuma ser a terceira.
Pensei num desafio de 7 dias. /ALT3
/2NDORDERO que acontece depois do efeito imediato. É aí que moram os problemas que ninguém previu.
Vou baixar o preço. /2NDORDER
/COSTCusto de oportunidade: o que fica por fazer se disseres sim a isto.
Aceito este projeto? /COST
/INACTION★O custo de não fazer nada. Manter tudo como está parece seguro porque não tem custo aparente. Tem.
Ando há um ano a adiar o site. /INACTION
/REGRETDaqui a dez anos, arrependo-me mais de ter feito ou de não ter feito. Para decisões grandes.
Aceito o convite para falar? /REGRET
/PARETOOs 20% que geram 80% do resultado, e o que podes cortar sem perder nada.
[lista de tarefas] /PARETO
/PLANPlano com fases e dependências: o que tem de estar feito antes de quê.
[o objetivo] /PLAN
/STEPSPasso a passo numerado. O plano organiza no tempo, os passos dizem o que fazer agora.
[a tarefa] /STEPS
/CHECKLISTLista para marcar item a item. Ideal para o que repetes todas as semanas.
[o processo] /CHECKLIST
/REVIEWRevê o que existe e sugere melhorias. O primo construtivo do /CRITIC.
[o texto] /REVIEW
/SIMPLELinguagem simples, zero jargão. O primeiro a usar quando algo te passou ao lado.
[a explicação] /SIMPLE
/TEACHERExplica do zero, com paciência, sem assumir que já sabes o básico. E não se cansa de repetir.
O que é uma API? /TEACHER
/FEYNMANExplica com analogias do dia a dia e depois assinala onde ficou vago, porque é aí que a compreensão falha.
O que é um webhook? /FEYNMAN
/EXAMPLEExemplos concretos em vez de teoria. Dois exemplos poupam a explicação toda.
[o conceito] /EXAMPLE
/CURSE★A maldição do conhecimento: aponta onde assumiste que a leitora já sabe. Termos por explicar, saltos de lógica. O mais valioso para quem ensina.
[guião da aula] /CURSE
/SUBTRACT★O que tirar, não o que acrescentar. Quando algo não resulta, o instinto é somar. Quase sempre o problema é o contrário.
[carrossel de 10 slides] /SUBTRACT
/HEADLINE★Como ficaria isto na capa de um jornal. Revela se a ideia é interessante ou apenas confortável.
[a ideia] /HEADLINE
/AUDIENCE★Define quem é a leitora antes de escrever. Metade dos textos fracos falham por serem para «toda a gente».
Vou escrever sobre automações. /AUDIENCE
/MYVOICE★Reescreve no teu padrão de escrita. Só funciona se já tiver exemplos teus, senão inventa uma voz e diz que é a tua.
[o texto] /MYVOICE
/MISSING★Com o texto pronto, o que ficou de fora e devia lá estar.
[o artigo] /MISSING
/NOAI★Corta as marcas de texto gerado: «num mundo cada vez mais», «não se trata apenas de», travessões a mais, tudo em grupos de três.
[o texto] /NOAI
/NATURALEscreve como uma pessoa fala. Mais leve do que o /NOAI.
[o texto] /NATURAL
/TABLEOrganiza em tabela. Bom para listas com mais do que um atributo por item.
[a informação] /TABLE
/VISUAL★Esquema ou diagrama em texto, para veres a estrutura em vez de a leres.
[o processo] /VISUAL
/SHORTSó o essencial.
[o texto] /SHORT
/CUT50★Corta a metade. Funciona melhor do que o /SHORT porque é uma meta numérica: «sê breve» tira 10%, «corta 50%» obriga a escolher o que sai.
[o texto] /CUT50
/ASKME★Faz-te 3 a 5 perguntas antes de responder. As respostas fracas vêm de briefings maus, e isto resolve na origem. O mais subvalorizado de todos.
Preciso de um email para as alunas. /ASKME
/AGAIN★Recomeça do zero com outro ângulo. Sem isto, pedes para melhorar e recebes a mesma ideia com sinónimos.
[a versão anterior] /AGAIN
/WORST★A pior versão possível, e porquê. Ver o desastre torna óbvio o que a boa versão tem de acertar. Bom para desbloquear.
[a ideia] /WORST
ChatGPT e Claude · a mais simples
/CURSE. Se ele apontar onde assumiste conhecimento em vez de falar de pragas, está a funcionar.Só Claude · a melhor para uso diário
Uma skill é um conjunto de instruções que o Claude vai buscar sozinho quando precisa. Funciona em qualquer conversa, sem teres de estar dentro de um projeto. Não tens de a criar à mão. Pedes e ele trata de tudo.
/CURSE.Cola isto primeiro, na mesma mensagem do bloco de definições.
Claude, cria-me uma skill chamada "comandos-de-prompt". A skill serve para isto: sempre que uma mensagem minha terminar com um comando começado por barra, quero que executes o método correspondente em vez de responderes de forma normal. A descrição da skill tem de deixar isso claro, para a carregares sozinho quando vires um comando destes. As definições de cada comando são as que estão a seguir.
O mesmo para as duas formas. Copia daqui. É texto para copiar, não para ler de cima a baixo.
# Comandos de prompt Quando uma mensagem terminar com um comando iniciado por barra, executa o método correspondente em vez de responderes de forma normal. O comando aplica-se ao conteúdo da mensagem. Se houver mais do que um, aplica só o último. Responde sempre em português de Portugal. ## Atacar uma ideia /CRITIC: Aponta as fraquezas, não os pontos fortes. Não elogies. Sê específico sobre o que está fraco e porquê. /DEVIL: Assume a posição contrária e defende-a com o melhor que tiveres. /STEELMAN: Constrói a versão mais forte e mais generosa do argumento contrário, na forma como o defensor mais competente o formularia. Não caricaturizes. /REDTEAM: Assume o papel de alguém que quer destruir esta ideia. Ataca os pontos mais frágeis sem piedade. /PRINCIPLES: Aplica primeiros princípios. Separa o que é facto verificável do que é suposição herdada. Reconstrói a partir dos factos. /FALSIFY: Diz que evidência concreta provaria que esta afirmação está errada. Se não existir nenhuma, diz isso explicitamente. /UNKNOWNS: Lista o que não sabes: dados em falta, o que teria de ser confirmado, e que partes da tua resposta anterior são palpite e não facto. Sê explícito na distinção. /WHY: Justifica cada afirmação que fizeres. Sem justificação, não afirmes. /DEEP: Vai além da resposta óbvia. Causas, nuances, o que está por baixo. /EXPERT: Responde como especialista sénior no domínio específico do assunto. Usa os critérios e o vocabulário de quem faz aquilo há anos. Nomeia o domínio no início. ## Chegar à raiz /5WHYS: Pergunta "porquê" cinco vezes seguidas, cada uma sobre a resposta anterior. Mostra a cadeia toda. /ROOT: Análise de causa raiz. Distingue sintoma de causa. /CHESTERTON: Antes de propor eliminar seja o que for, explica porque é que aquilo existe e que função cumpre. Só depois avalia se deve sair. ## Riscos /RISK: O que pode correr mal e onde estão os pontos frágeis. /PREMORTEM: Assume que isto já aconteceu e falhou por completo. Escreve a autópsia: o que correu mal, por que ordem, e que sinais existiam antes. Não escrevas uma lista de riscos hipotéticos. Escreve como se o fracasso fosse facto consumado. /INVERT: Inverte a pergunta. Em vez de "como faço isto resultar", responde a "como garantiria eu que isto falha". Depois deriva daí o que evitar. /CHANCE: Oportunidades e potencial que ainda não foram vistos nem mencionados. ## Decidir /DECISION: Dá uma recomendação clara e única. Nada de "depende". Se houver condições, diz qual escolherias e porquê. /COMPARE: Opções lado a lado, com prós e contras. Termina com uma recomendação. /ALT3: Três alternativas genuinamente diferentes entre si. Não três variações da mesma. /2NDORDER: Consequências de segunda e terceira ordem. O que acontece depois do efeito imediato, a três e a seis meses. /COST: Custo de oportunidade. O que fica por fazer ao escolher isto. /INACTION: O custo de não fazer nada. O que se perde ao manter tudo como está. /REGRET: Aplica a minimização do arrependimento. Daqui a dez anos, de que me arrependerei mais, de ter feito ou de não ter feito. /PARETO: Identifica os 20% que geram 80% do resultado. Diz o que cortar. ## Executar /PLAN: Plano estruturado com fases, dependências e ordem. /STEPS: Passo a passo numerado, do início ao fim, sem saltos. /CHECKLIST: Lista de verificação accionável, para marcar item a item. /REVIEW: Revê o que existe e sugere melhorias concretas. ## Perceber /SIMPLE: Linguagem simples, zero jargão. /TEACHER: Explica do zero, como professora, com paciência e sem pressupor bases. /FEYNMAN: Aplica a técnica de Feynman. Explica como se explicasses a alguém sem qualquer contexto prévio, com analogias do dia a dia. Depois assinala onde a explicação ficou vaga, porque é aí que a compreensão falha. /EXAMPLE: Exemplos concretos e reais em vez de teoria. ## Escrever e ensinar /CURSE: Aplica a maldição do conhecimento (curse of knowledge). Identifica todos os pontos onde o texto assume conhecimento que a leitora pode não ter: termos não explicados, saltos lógicos, referências implícitas. Não é sobre palavrões. /SUBTRACT: Aplica a via negativa. Diz o que deve ser removido, não o que deve ser acrescentado. Identifica o que é redundante, decorativo ou dispensável. /HEADLINE: Faz o teste do título. Como ficaria esta ideia na capa de um jornal? Avalia se resistiria a esse teste ou se é apenas confortável. Não escrevas um título novo a não ser para ilustrar o ponto. /AUDIENCE: Antes de mais, define quem é a leitora: o que já sabe, o que a preocupa, o que quer. Só depois avalia ou escreve. /MYVOICE: Reescreve no padrão de escrita da pessoa, tal como demonstrado nos exemplos que ela deu nesta conversa. Se não houver exemplos suficientes, pede-os em vez de inventar uma voz. /MISSING: O que ficou de fora deste texto e devia lá estar. /NOAI: Remove as marcas típicas de texto gerado por IA: aberturas do género "num mundo cada vez mais", construções "não se trata apenas de X, é Y", travessões em excesso, enumerações sempre em grupos de três, adjectivos promocionais vazios. Não é um pedido para deixares de usar IA. /NATURAL: Escreve como uma pessoa fala. ## Formato /TABLE: Organiza a resposta em tabela. /VISUAL: Apresenta como esquema, diagrama ou estrutura em texto. Não geres imagens. /SHORT: Só o essencial. /CUT50: Reduz o texto a metade do comprimento sem perder sentido nem informação. ## Recomeçar /ASKME: Não respondas ainda. Faz primeiro 3 a 5 perguntas cujas respostas mudariam mesmo o resultado. Espera pelas respostas antes de avançar. /AGAIN: Começa de novo, do zero, com um ângulo diferente. Não retoques nem melhores a versão anterior. Se a abordagem anterior foi X, esta tem de partir de outro sítio. /WORST: Produz a pior versão possível disto. Depois explica o que a torna má, porque é aí que fica visível o que a boa versão tem de acertar.
Podes acrescentar os teus. Se houver uma instrução que dás vezes sem conta, dá-lhe um nome curto e junta-a ao bloco, na família onde encaixar. É assim que a lista deixa de ser de outra pessoa e passa a ser tua 🙂
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