Comunicação é sempre comunicação – em RH, em marketing ou em IA.
Cresci em Matosinhos e até aos 25 anos nunca me passou pela cabeça sair de lá. Depois conheci o Ricardo – e o Ricardo queria ser polícia. Quem conhece o processo sabe que isso implica vir para Lisboa uns bons anos. Lá fui eu, e olha, ainda bem.
Antes de Lisboa andei por vários sítios: lojas de roupa, o Lidl, uma escola de formação. Tudo isso enquanto terminava a licenciatura em Educação. No último ano entrei numa empresa de recursos humanos – fui contratada para atender telefones e abrir portas. Mas fiquei a perceber como as empresas pensam sobre as pessoas, como as avaliam, como as pagam, o que valorizam. Aprendi mais sobre comunicação naquele escritório do que esperava.
Foi essa licenciatura em Educação que abriu a porta à agência de marketing em Lisboa – entrei para corrigir textos de blog. Com o tempo percebi que aquilo me interessava mesmo: perceber porque é que algumas marcas funcionam e outras não, o que faz uma pessoa parar a meio do scroll, como se constrói uma voz que se distingue.
Em 2020, ainda no norte à espera da mudança, abri uma página de Instagram. Comecei a falar sobre alimentação e corpo, a partir da minha própria história. Mas o trabalho na agência foi mudando o que queria fazer, e aquela página deixou de fazer sentido. Fechei. Comecei outra coisa – desta vez mais alinhada com o que estava a aprender: redes sociais, marca pessoal, storytelling, diferenciação.
Quando a inteligência artificial começou a entrar nas conversas de marketing, fiz o que faço sempre: fui perceber como funcionava por dentro. Fiz a pós-graduação em IA aplicada a negócios, testei no terreno, e comecei a ensinar. Não porque fosse o passo óbvio, mas porque fazia sentido juntar tudo o que sabia sobre comunicação com o que estava a aprender sobre tecnologia.
E é aí que tudo converge: comunicação é sempre comunicação, seja em recursos humanos, em marketing ou em IA. Quem sabe comunicar de forma diferente dos iguais não vai ser substituído por ferramenta nenhuma. A IA substitui quem já trabalhava em modo automático – ironicamente, quem já se comportava como um robot antes de existirem robots. Quem pensa, quem tem voz própria, quem sabe adaptar – essa pessoa fica.
Hoje trabalho com mulheres empreendedoras que querem perceber esta tecnologia sem perder o que as torna únicas. A ImpulsIA tem mais de 70 mulheres que já passaram por esse processo, cada uma à sua maneira, com os seus objetivos, no seu ritmo.
A ImpulsIA é a comunidade onde tudo isto acontece – mulheres empreendedoras a aprender IA sem perder o que as torna únicas.